Vereadora quer unir especialistas e sociedade em audiência sobre proteção infantil online em SB

Foto: Arquivo/Divulgação

A vereadora Esther Moraes protocolou nesta segunda-feira (11) um requerimento na Câmara Municipal de Santa Bárbara d’Oeste propondo a realização de uma audiência pública para discutir os impactos da crescente exposição digital e da adultização precoce de crianças e adolescentes nas redes sociais.

Segundo a parlamentar, a iniciativa surge diante de uma preocupação crescente com o uso excessivo das plataformas digitais por menores, muitas vezes com o incentivo de pais e responsáveis. Esther alerta para os riscos associados à adultização precoce, fenômeno em que crianças passam a adotar comportamentos, linguagens e aparências típicos do universo adulto, o que pode comprometer seu desenvolvimento emocional, psicológico e social.

A audiência, conforme propõe o documento, deve reunir especialistas, psicólogos, educadores, autoridades, pais, responsáveis e representantes da sociedade civil. O objetivo é aprofundar o debate sobre os riscos da superexposição digital, do cyberbullying e da exploração da imagem infantil, buscando caminhos para a formulação de políticas públicas locais que garantam a proteção integral das crianças e adolescentes no ambiente online.

A vereadora destaca que o tema ganhou ainda mais visibilidade após o influenciador digital Felca publicar um vídeo denunciando casos de exposição precoce de menores nas redes sociais, o que reacendeu o debate sobre os limites da exposição infantil na internet.

Esther Moraes também citou dados do relatório “Violência Digital e Sexual contra Crianças e Adolescentes”, da Safernet Brasil, que indicam aumento nos crimes virtuais contra menores. Um levantamento do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) reforça a preocupação ao mostrar que um número significativo de jovens possui perfis em redes sociais, muitas vezes expostos a riscos, desconhecidos e conteúdos impróprios.

A parlamentar lembrou ainda que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) assegura que nenhum menor pode ser submetido a negligência, exploração, violência ou exposição indevida, incluindo no ambiente virtual.

A data e o horário da audiência pública ainda serão definidos pela Câmara Municipal.

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