O presidente da Câmara Municipal de Santa Bárbara d’Oeste, Júlio César Kifú, confirmou nesta quarta-feira (24), em entrevista ao programa Café com Debate, da Rádio Luzes, que a votação do Projeto de Lei nº 43/2025 será realizada na próxima terça-feira, 30 de setembro, a partir das 14h. O projeto propõe declarar de interesse cultural, histórico e esportivo o Estádio Antônio Lins Ribeiro Guimarães, sede do União Agrícola Barbarense Futebol Clube.
O parlamentar explicou que a sessão deve transcorrer de forma tranquila e destacou que, conforme o regimento interno, o presidente da Câmara participa da votação de vetos do prefeito. Kifú mostrou otimismo em relação ao resultado:
“O projeto estava confundindo um pouco a cabeça das pessoas porque tem esse lado sentimental, mas é importante o União ter esse reconhecimento público como patrimônio no nosso município. Com certeza é um dos maiores orgulhos que Santa Bárbara d’Oeste tem. Agora, o projeto, analisando, conversando e tirando informações, é algo que não interfere em nada nesse processo que o União Barbarense está vivendo como empresa, nas questões que ele precisa honrar. E há também a questão sentimental do clube.”
O presidente também ressaltou que a votação foi prorrogada para que os vereadores pudessem compreender a situação jurídica do projeto:
“Nós prorrogamos a votação justamente para que os vereadores pudessem entender a situação jurídica. Recebemos um documento de um advogado que está representando, e por isso demos essa prorrogação, até elaborar todo o parecer sobre esse documento. O União, com certeza, é um patrimônio cultural, de paixão em Santa Bárbara d’Oeste. O clube, lá atrás, já foi declarado em 2011 pelo ex-vereador Danilo Godoy, aprovado na Câmara, como um patrimônio de utilidade pública em Santa Bárbara.”
Inaugurado em 1921, o Estádio Antônio Lins Ribeiro Guimarães é um marco do futebol local e palco de grandes momentos do União Barbarense. A discussão sobre o tombamento do espaço é antiga e mobiliza torcedores, mas até hoje apenas a fachada do portal foi oficialmente reconhecida como patrimônio.
Na sessão do dia 30, os vereadores decidirão se mantêm ou derrubam o veto do prefeito. Para que a decisão do Executivo seja rejeitada, será necessária maioria simples, ou seja, 10 votos. Caso o veto seja derrubado, a lei será promulgada pelo próprio Legislativo.








