Ex-padre Pedro Leandro é condenado a mais de 10 anos de prisão por abuso sexual

Foto: Divulgação

Em decisão divulgada nesta quarta-feira (27), a 1ª Vara Criminal de Araras emitiu mandado de prisão contra o ex-padre Pedro Leandro Ricardo, ex-reitor da Basílica de Santo Antônio de Pádua, em Americana. Ele foi condenado a 10 anos e 6 meses de prisão, em regime fechado, por abuso sexual de um coroinha, com relação ao crime ocorrida entre 2005 e 2006, quando Leandro comandava a Paróquia São Francisco de Assis, em Araras.

A condenação transita em julgado após recente confirmação pelo STF (Supremo Tribunal Federal), que manteve a pena definida pelo TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo). Inicialmente, o ex-padre enfrentava múltiplas acusações de abuso contra quatro coroinhas, entre 2002 e 2005. Ao todo, oito testemunhas depuseram contra ele.

Segundo o Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), Leandro teria levado um adolescente à casa paroquial, oferecido bebida alcoólica e praticado sexo oral. Também é registrado que teria alisado o corpo de um menino de 11 anos sob pretexto de vesti-lo com uma batina. Em outros dois casos, passadas mãos nas coxas e órgãos genitais de adolescentes durante viagens de carro. O ex-padre sempre negou as acusações.

Das quatro denúncias, duas foram desconsideradas na primeira instância, com a condenação inicial fixada em 19 anos de prisão. O TJ-São Paulo reclassificou um dos crimes ocorridos em 2002 como importunação ofensiva ao pudor, cuja pena é menor e, por ser antigo, já estava prescrita. Assim, restou apenas um caso de abuso sexual entre 2005 e 2006, resultando na pena de 10 anos e 6 meses em regime fechado, confirmada pelo STF.

O mandado de prisão expedido hoje não especifica para qual unidade prisional o ex-padre será encaminhado. O documento aponta que o cumprimento da ordem ocorrerá em uma residência no bairro Werner Plaas, em Americana, onde devem ocorrer buscas relacionadas ao mandado.

O caso permanece sob investigação para localização do suspeito e cumprimento da ordem de prisão. Novos desdobramentos podem ser divulgados conforme informações oficiais forem atualizadas.

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