A Vara do Júri de Americana sentenciou, nesta quarta-feira (17), Guilherme Mascarenhas Caldeira a 29 anos de reclusão em regime fechado pelo assassinato de sua mãe, Marlene Mascarenhas Rodrigues, de 50 anos. O crime ocorreu em 8 de março de 2024, Dia Internacional da Mulher, na residência da vítima, no Parque Residencial Jaguari.
O julgamento aconteceu no Fórum de Americana e teve a condução do promotor Vanderlei César Honorato, do Ministério Público de São Paulo (MP-SP). A defesa do réu, representada pelos advogados Willian Sanches Singi e Marcos Ventura de Souza, anunciou que pretende recorrer, especialmente em relação a agravantes incluídos na pena, como uma reincidência que, segundo os defensores, já teria perdido efeito jurídico.
O crime
De acordo com a denúncia, a vítima pressionava o filho, de 29 anos, a buscar um emprego, o que teria motivado o ataque. Sozinha em casa com a mãe, Guilherme desferiu duas facadas pelas costas e, em seguida, mais três golpes que atingiram o ombro e a região da coluna de Marlene, que não resistiu aos ferimentos.
Após o homicídio, ele tentou escapar, mas foi seguido por familiares e vizinhos, que indicaram sua localização à Polícia Militar. A prisão em flagrante ocorreu pouco depois.

Foto: Divulgação e Reprodução
Contexto de violência doméstica
O Ministério Público sustentou que o crime foi cometido em situação de violência doméstica e familiar, além de considerar o motivo fútil. A vítima já havia denunciado o filho anteriormente por ameaças de morte e possuía medida protetiva expedida em 2023 pela 2ª Vara Criminal de Americana. A ordem judicial determinava que Guilherme mantivesse distância mínima de 200 metros da mãe, restrição que ele descumpriu no dia do assassinato.








