A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (29) uma redução média de cerca de 14% no preço de venda da molécula de gás natural às distribuidoras. A nova tarifa entra em vigor na próxima sexta-feira, dia 1º de agosto, e será aplicada aos contratos firmados entre a companhia e as empresas distribuidoras.
Segundo a estatal, os contratos preveem reajustes trimestrais, com base na cotação do petróleo tipo Brent e na variação da taxa de câmbio entre real e dólar. No período de referência, que cobre os meses de agosto a outubro de 2025, o preço do Brent apresentou queda de 11%, enquanto o real se valorizou 3,2% frente ao dólar — fatores que contribuíram diretamente para a redução anunciada.
A Petrobras destacou que os percentuais de queda podem variar entre distribuidoras, dependendo dos contratos específicos firmados e dos produtos contratados. A empresa também informou que, com os mecanismos de incentivo criados em 2024 — como prêmios por performance e estímulo à demanda —, é possível que algumas distribuidoras tenham reduções ainda maiores no preço da molécula.
Desde dezembro de 2022, o preço médio da molécula de gás vendida pela Petrobras acumula uma queda de 32%. De acordo com a companhia, se considerados os prêmios aplicados integralmente, o recuo acumulado pode ultrapassar 33%.
Apesar da redução, a petroleira ressaltou que o impacto no preço final ao consumidor dependerá de outros fatores, como os custos de transporte do gás até as distribuidoras, a composição do portfólio de suprimento de cada empresa, as margens comerciais das distribuidoras e revendedoras (no caso do GNV), além da carga tributária federal e estadual.








